16 anos, revoltadinho, piadista e palhaço convicto. Adora críticas (desde que bem feitas). Webdesign, anime/mangá, alguns livros.

sábado, 3 de setembro de 2011

Defendendo os frascos e comprimidos.

Hoje eu estava inocentemente tentando preparar um almoço comestível, quando, ouço à distância um carro tocando funk.
Sim, mas e daí?
Daí que aquele funk tinha uma certa poesia, não era lá essas coisas, mas também não era nada mal pra quem mora na favela.
Foi aí que eu percebi que funk não estar na minha lista de estilos favoritos, não se deve ao fato da música em si ser ruim.
E sim, porque eu, como todo brasileiro hipócrita, não escuto funk porque é coisa de pobre, de favelado.
E é claro que "eu sou superior, e por isso, não escuto música de favelado"." Eu não sou favelado, não quero parecer favelado"." Eu não gosto de pobre".

Eu percebi isso quando vi que a música tinha, de certa forma, uma letra plausível. Não era fútil.
Acho que as vezes esquecemos de como a maioria dessas pessoas não teve instrução, não teve oportunidades.
Mas nós, jovens que agem por conveniência, também não temos lá muita cultura.
A diferença, meu amigo, é que não temos porque não QUEREMOS ter.
Então, será que é tão enfadonho pedir um pouco de calma e ponderação antes de julgar as pessoas?
Aliás, eu também sou um grande filho da puta.

4 comentários:

  1. A hipocrisia toma conta, cada dia mais, da nossa sociedade, esse é só mais um exemplo de algo que aposto que muita gente também faz.

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  2. A hipocrisia esta dominando a sociedade, isso e um fato, oque você falou muita gente faz quando se fala em funk

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  3. O ritmo é maravilhoso, tipicamente brasileiro, oriundo das batidas do samba e tudo mais... Só que esse funk que você ouviu é 1 em 1 milhão. Vi uma entrevista com o Emicida (rapper negro, que já foi favelado, pobre, "inferior") ontem e ele dizia muito bem:

    "A vertente que mais faz sucesso, que só fala de sacanagem e crime, presta um desserviço. Ninguém quer ouvir o sistema dizer que funkeiro é bandido, mas aí vem vagabundo e canta que é isso mesmo. Esses caras podem ferrar uma geração inteira, cantando que ganhar salário é vergonha e enaltecendo promiscuidade."

    P.S: Apenas minha humilde opinião! xD

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  4. Cara, tenho que admitir que odeio funk (apesar de morar no meio de um bairro deles),mas o problema realmente não é a música em si,são as letras na maioria das vezes vulgares e como as pessoas fãs desse ritmo de música se comportam em relação ao resto da sociedade.Os fãs de funk não se marginalizaram porque querem,eles só ouvem um ritmo de música que representa o ambiente social onde vive,nos quais eles são tidos como bandidos,drogados e vagabundos,e por livre e espontânea pressão da sociedade e de todo o sistema político falho que há no Brasil (que apenas favorecem os já favorecidos)acabam se tornando isso que vemos e ouvimos deles.

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