16 anos, revoltadinho, piadista e palhaço convicto. Adora críticas (desde que bem feitas). Webdesign, anime/mangá, alguns livros.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ab ovo


Começemos com a existência
União da terra e do céu
plenitude e magnificência
frágil como um alvo véu

Sim a existência.
Maculada pelo horror
perdida em sua essêcia
despida e sem pudor.

É chegada a hora da luta
cerre os dentes e prepare-se
esta acirrada disputa
por si, chegará ao ápice.

Não deixe sua espada cair
Prente atenção em cada advertência
não, nunca deixe de sorrir
Este é o princíprio da existência.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

[Momento Leitor] - A Revolução dos Bichos


Pense num país como uma fazenda. Agora pense em uma revolução realizada em prol da igualdade dos quadrúpedes, pelos mesmos. Uma poderosa sátira ao socialismo; mais do que isso: uma crítica violenta à natureza humana.
George Orwell é capaz de transformar uma pequena fazenda na Inglaterra numa metáfora perfeita: O proletariado, os cavalos; os socialistas, os porcos; os manipulados, as ovelhas; sem esquecer, é claro, das violentas represálias realizadas pelos cachorros - já desde a infância submetidos a um regime opressor pelos suínos.
Tudo começa quando um porco trama uma revolução contra os seres humanos; e se desfecha com um clima de "pedra no sapato" quando todo o lado negro socialista é revelado.
O mais curioso de tudo é que o autor - declarado ele mesmo socialista - publicou o livro durante a II Guerra, e foi utilizado como arma contra a Estrela Vermelha durante a Guerra Fria.
No geral, um texto bom, leve, de fácil compreensão e sem muitos mistérios, uma leitura rápida e profunda, com infinitas vertentes no que compreende à análise da trama. Um livro que, sem sombra de dúvida, deveria, ao menos, despertar o interesse do leitor quando à história da já enterrada URSS.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

[Momento Leitor] - Menina de Ouro


Espera-se aqui encontrar mais um livro que inspirou filme, mas não. Rope Burns (Menina de Ouro, no Brasil)é muito mais do que uma narrativa comum e tediosa. Traz consigo toda a dor do sangue, suor e lágrimas do autor. Profunda, bem elaborada e com momentos de tensão que não se limitam aos ringues.
Neste livro, F.X. Toole nos apresenta contos fechados, profundos e muito bem elaborados. Entre eles. Million Dollar Baby - o conto que inspirou o filme de Clint Eastwood e intitulou o livro no brasil. Outro desses contos é o homônimo Rope Burns, que, além de ser o maior conto do livro, é uma narrativa aclamada por muitos.

A grande pegada do livro de Toole é tratar o pugilismo de uma forma não-linear, mas  tratá-lo como o que ele é: um estilo de vida. Além, é claro, da presença de um texto verossímil, com gírias e palavrões presentes, completadas pela beleza da ausência de finais felizes e o realismo da trama.

Como um apaixonado por boxe, o livro não podia faltar na minha lista de resenhas.
Altamente recomendado.

Graziela


O jeans e o sorriso escondem os cortes.
Conveniência deixa as dores mais fortes.
Dois erros não fazem um acerto.
Mas um acerto causa dois erros, decerto.

Ignorância ou insensatez, 
Filantropia ou polidez,
Sorisos são só sorrisos.
Avisos são só avisos.

À sua volta, o frio te abraça.
À sua frente, sua alma te caça.
Atrás de você vem vindo o amante.
Mas seus pés só seguem adiante.

Talvez por isso nunca encontrou
O amor que noites a fio procurou
E continua correndo em direção
àquilo que te caça - em vão.

Você sabe que sua alma te encontrará.
E que contas você prestará.
E que assim a dor findará.
E o sol do seu sorriso raiará.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Querem saber o que eu to sentindo? Tem certeza?

Pense de novo.
"Eu não me conheço."
Pense de novo.
"Apenas pergunte se estou bem."
Pelo amor de deus, pense de novo.

Não, já tá na hora de baixar a armadura, não acham?
Eu espero que a armadura não esteja vazia.

Não vim trazer um Review, um texto jornalístico nem um discurso mais ou menos intelectual.
Hoje não.
Hoje eu não vou ser o Jorge Marins.
Hoje eu não vou ser o Venom Boy.
Hoje eu vou ser o Jorge.
Simplesmente o Jorge.
Vou me permitir um momento de clareza em meio a essa bebedeira.
O grande porre chamado vida.

Hoje eu vou aceitar os fatos.
Hoje eu vou me perdoar.
Não, não me entenda errado.
Isso não é egoísmo.
Não é autopiedade.
É a vida.

Eu não sei quais são os meus sonhos.
Eu não sei se quero viver nesse bar escuro, sujo e barato.
Mas eu tô aqui.

O Jorge tá aqui.
O Jorge sempre tá aqui.


Dentro da armadura vazia.