quarta-feira, 29 de agosto de 2012
[Momento Leitor] - A Revolução dos Bichos
Pense num país como uma fazenda. Agora pense em uma revolução realizada em prol da igualdade dos quadrúpedes, pelos mesmos. Uma poderosa sátira ao socialismo; mais do que isso: uma crítica violenta à natureza humana.
George Orwell é capaz de transformar uma pequena fazenda na Inglaterra numa metáfora perfeita: O proletariado, os cavalos; os socialistas, os porcos; os manipulados, as ovelhas; sem esquecer, é claro, das violentas represálias realizadas pelos cachorros - já desde a infância submetidos a um regime opressor pelos suínos.
Tudo começa quando um porco trama uma revolução contra os seres humanos; e se desfecha com um clima de "pedra no sapato" quando todo o lado negro socialista é revelado.
O mais curioso de tudo é que o autor - declarado ele mesmo socialista - publicou o livro durante a II Guerra, e foi utilizado como arma contra a Estrela Vermelha durante a Guerra Fria.
No geral, um texto bom, leve, de fácil compreensão e sem muitos mistérios, uma leitura rápida e profunda, com infinitas vertentes no que compreende à análise da trama. Um livro que, sem sombra de dúvida, deveria, ao menos, despertar o interesse do leitor quando à história da já enterrada URSS.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
[Momento Leitor] - Menina de Ouro
Espera-se aqui encontrar mais um livro que inspirou filme, mas não. Rope Burns (Menina de Ouro, no Brasil)é muito mais do que uma narrativa comum e tediosa. Traz consigo toda a dor do sangue, suor e lágrimas do autor. Profunda, bem elaborada e com momentos de tensão que não se limitam aos ringues.
Neste livro, F.X. Toole nos apresenta contos fechados, profundos e muito bem elaborados. Entre eles. Million Dollar Baby - o conto que inspirou o filme de Clint Eastwood e intitulou o livro no brasil. Outro desses contos é o homônimo Rope Burns, que, além de ser o maior conto do livro, é uma narrativa aclamada por muitos.
A grande pegada do livro de Toole é tratar o pugilismo de uma forma não-linear, mas tratá-lo como o que ele é: um estilo de vida. Além, é claro, da presença de um texto verossímil, com gírias e palavrões presentes, completadas pela beleza da ausência de finais felizes e o realismo da trama.
Como um apaixonado por boxe, o livro não podia faltar na minha lista de resenhas.
Altamente recomendado.
Graziela
O jeans e o sorriso escondem os cortes.
Conveniência deixa as dores mais fortes.
Dois erros não fazem um acerto.
Mas um acerto causa dois erros, decerto.
Ignorância ou insensatez,
Filantropia ou polidez,
Sorisos são só sorrisos.
Avisos são só avisos.
À sua volta, o frio te abraça.
À sua frente, sua alma te caça.
Atrás de você vem vindo o amante.
Mas seus pés só seguem adiante.
Talvez por isso nunca encontrou
O amor que noites a fio procurou
E continua correndo em direção
àquilo que te caça - em vão.
Você sabe que sua alma te encontrará.
E que contas você prestará.
E que assim a dor findará.
E o sol do seu sorriso raiará.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Querem saber o que eu to sentindo? Tem certeza?
Pense de novo.
"Eu não me conheço."
Pense de novo.
"Apenas pergunte se estou bem."
Pelo amor de deus, pense de novo.
Não, já tá na hora de baixar a armadura, não acham?
Eu espero que a armadura não esteja vazia.
Não vim trazer um Review, um texto jornalístico nem um discurso mais ou menos intelectual.
Hoje não.
Hoje eu não vou ser o Jorge Marins.
Hoje eu não vou ser o Venom Boy.
Hoje eu vou ser o Jorge.
Simplesmente o Jorge.
Vou me permitir um momento de clareza em meio a essa bebedeira.
O grande porre chamado vida.
Hoje eu vou aceitar os fatos.
Hoje eu vou me perdoar.
Não, não me entenda errado.
Isso não é egoísmo.
Não é autopiedade.
É a vida.
Eu não sei quais são os meus sonhos.
Eu não sei se quero viver nesse bar escuro, sujo e barato.
Mas eu tô aqui.
O Jorge tá aqui.
O Jorge sempre tá aqui.
Dentro da armadura vazia.
"Eu não me conheço."
Pense de novo.
"Apenas pergunte se estou bem."
Pelo amor de deus, pense de novo.
Não, já tá na hora de baixar a armadura, não acham?
Eu espero que a armadura não esteja vazia.
Não vim trazer um Review, um texto jornalístico nem um discurso mais ou menos intelectual.
Hoje não.
Hoje eu não vou ser o Jorge Marins.
Hoje eu não vou ser o Venom Boy.
Hoje eu vou ser o Jorge.
Simplesmente o Jorge.
Vou me permitir um momento de clareza em meio a essa bebedeira.
O grande porre chamado vida.
Hoje eu vou aceitar os fatos.
Hoje eu vou me perdoar.
Não, não me entenda errado.
Isso não é egoísmo.
Não é autopiedade.
É a vida.
Eu não sei quais são os meus sonhos.
Eu não sei se quero viver nesse bar escuro, sujo e barato.
Mas eu tô aqui.
O Jorge tá aqui.
O Jorge sempre tá aqui.
Dentro da armadura vazia.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Apelo Filantrópico
A criança inconsequente,
A tortura do insolente,
O dia que vira noite...
Até que chega ao fim o açoite...
O onipotente poder da perdição
Mais uma vítima da tentação,
perdido dentro da fumaça
transformando a si em carcaça.
O prazer que, então, cessa,
no tremor das mãos se expressa,
deixando pra trás um sorriso...
...que foi, contudo, só outro aviso.
O que há por baixo dos escombros?
O que sobrou do peso nos ombros?
O houve com sua certeza
de que todo homem é uma fortaleza?
A tortura do insolente,
O dia que vira noite...
Até que chega ao fim o açoite...
O onipotente poder da perdição
Mais uma vítima da tentação,
perdido dentro da fumaça
transformando a si em carcaça.
O prazer que, então, cessa,
no tremor das mãos se expressa,
deixando pra trás um sorriso...
...que foi, contudo, só outro aviso.
O que há por baixo dos escombros?
O que sobrou do peso nos ombros?
O houve com sua certeza
de que todo homem é uma fortaleza?
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Tudo bem, eu admito.
Eu cometo muitos erros(e se um deles envolveu você, me desculpe), e às vezes meus problemas - que não são nada importantes - acabam por deixar outras pessoas magoadas. Não gosto de envolver outras pessoas no que não julgo importante. Só se a pessoa me conhecer profundamente mesmo.
Na verdade, isso veio de uns 5 meses pra cá, quando comecei a tentar ser uma pessoa melhor. Mas não acho que to conseguindo.
Mas de Julho pra cá, descobri que algumas coisas me alegram, me fazem fugir da realidade(e todas elas são lícitas!).
A primeira, destaco, é ouvir músicas com letras complexas - porque me faz pensar e esquecer o que me deixou mal e curtir. Destaco The Bard's Song e The Curse of Fëanor, ambas da bada alemã Blind Guardian.
(Não ouço tanto metal, mas curto eles.)
"Amanhã serei conhecido,
e você não está sozinho,
então não tenha medo
no frio e no escuro." - The Bard's Song(In the Forest)
Algumas músicas dos Foo Fighters me alegram também, como Enough Space, que basicamente só me dá uma sensação de liberdade maneira.
Na verdade, isso veio de uns 5 meses pra cá, quando comecei a tentar ser uma pessoa melhor. Mas não acho que to conseguindo.
Mas de Julho pra cá, descobri que algumas coisas me alegram, me fazem fugir da realidade(e todas elas são lícitas!).
A primeira, destaco, é ouvir músicas com letras complexas - porque me faz pensar e esquecer o que me deixou mal e curtir. Destaco The Bard's Song e The Curse of Fëanor, ambas da bada alemã Blind Guardian.
(Não ouço tanto metal, mas curto eles.)
"Amanhã serei conhecido,
e você não está sozinho,
então não tenha medo
no frio e no escuro." - The Bard's Song(In the Forest)
Algumas músicas dos Foo Fighters me alegram também, como Enough Space, que basicamente só me dá uma sensação de liberdade maneira.
sábado, 17 de março de 2012
[Momento HQ] - Resident Evil
Testosterona, curvas, e violência.
Tiros na cabeça de zumbis...
Soldados feridos, situações tensas...
O de sempre, certo?
Primeiro, esqueça os protagonistas dos jogos e Raccoon City.
Resident Evil traz consigo - apesar da carga absurda de testosterona - personagens, de certa forma, originais.
Claro, tiros na cabeça e situações de alto risco são clichês que fazem parte de toda história de zumbis.
O protagonista, Holiday Sugarman, anabolizado violento, tem um intelecto que chega a ser contraditório, fazendo citações a grandes nomes (outros nem tanto) - o que chega a ser forçado, em certos pontos.
Apesar disso, não decepciona no quesito ação.
Pra quem gosta de HQs contemporâneas, é até legal.
148 páginas, R$ 14,90
[Momento Leitor] - Eu sou o Mensageiro
Um estranho momento macabro onde um calafrio corre pelo seu corpo quando você se sente o personagem. Não há crítica melhor para o livro de Markus Zusak. Com um texto que consiste basicamente numa linguagem simplória e com copiosos diálogos cheios de expressões cotidianas.
Com essa fórmula, indo contra a crítica, o autor cria um universo interno dentro da cabeça do leitor. Isso sem mencionar a insolitude dos elementos do roteiro, que não, no mínimo, fantásticos.
O livro, a princípio, é confuso, o que nos prende página após página; Ademais, Zusak utiliza capítulos curtos, porém repletos de informações importantes. Ed Kennedy - o protagonista, é idêntico a qualquer estereótipo de adolecente, o que torna a leitura assustadora e empolgante.
Abarrotado de romances frustrados, insegurança e problemas familiares, o livro justifica a fama que tem: Ótimo.
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